Para este encontro a novidade na equipa "azul e ouro” a inclusão no 11 de Vasco Malhado, no lugar habitual de Glaedson.
Luis Roquete fez alinhar de princípio: Godinho; Gambóias (Eduardo 64m), Chinita, Rui Santos e Hernandez (Jaco 80m); Carranca, Carapinha, Lourinho e Vasco Malhado (Glaedson 52m); Mauro e Toni.
"O Elvas” realizou esta tarde uma exibição personalizada, com bastante disponibilidade física , apesar da viagem desgastante de Elvas até ao Porto, surpreendendo e suplantando até, durante algumas momentos do encontro a equipa do Boavista com outros argumentos que a equipa alentejana, podendo mesmo ter alcançado outro resultado já que dispôs de oportunidades para o fazer.
Mauro chegou a marcar, mas o fiscal de linha anulou o lance por deslocação do avançado elvense, Glaedson apontou um livre que deixou o guarda redes boavisteiro colado ao relvado e Eduardo teve uma soberba jogada individual que só não deu golo por acaso.
Jogadores, treinador e presidente da direcção, todos estiveram de acordo que a equipa deixou no relvado do Bessa uma belíssíma exibição que dignificou o nome de "O Elvas”
(in Rádio Elvas)

(Fonte: Record)
O Boavista derrotou esta tarde, no Bessa, “O Elvas” com dois golos sem resposta, seguindo, assim em frente, rumo à III Eliminatória da Taça de Portugal. Uma vitória inteiramente justa que apenas pecou por escassa, dado o elevadíssimo número de ocasiões flagrantes de golo que os axadrezados não conseguiram concretizar.
Neste regresso aos jogos oficiais após uma semana de paragem, Rui Bento manteve o 4-3-3, mas operou cinco alterações no “onze”, comparando com a deslocação à Póvoa: entraram Zâmbia, Ivan Santos e os agora disponíveis Renato Santos, Márcio Tarrafa e Fuska. Assim sendo, Sérgio Leite preservou a titularidade, o mesmo sucedendo com Gilberto, no lado esquerdo da defesa, e Jorge Silva, no eixo, formando, desta vez, dupla com o estreante Renato, enquanto que, na direita, surgia Zâmbia. No meio-campo, Pedro Moreira recuou para o “vértice” mais recuado do “triângulo” (estando encarregue de “varrer” o espaço entre o meio-campo e a defesa), Rui Lima descaía para a esquerda (mas com mais preocupações defensivas) e Márcio Tarrafa para a direita, embora com maior liberdade para pegar no jogo e apoiar o ataque. Na frente, Ivan Santos na direita, Sidnei na esquerda e Fuska, uma adaptação, a fazer o papel de ponta-de-lança. Este 4-3-3 desdobrava-se, porém, em algumas acções ofensivas, num 4-1-3-2, com Rui Lima na esquerda e Sidnei como segundo ponta-de-lança.
O Boavista entrou bem no encontro, a assumir as despesas do mesmo, conseguindo, desta forma, cerca de 20 minutos de domínio e criando algumas boas oportunidades (a mais flagrante aos 18 minutos, num cruzamento-remate de Sidnei que a defesa d’O Elvas interceptou com muita dificuldade). O jogo pelas alas era uma constante, com boas combinações entre os laterais, os extremos (muito empreendedores) e o médio-interior de cada lado (Rui Lima e Márcio Tarrafa). O nulo no marcador, todavia, persistia em não se desfazer.
Nos minutos seguintes, a toada ofensiva axadrezada atenuou-se, com o encontro a tornar-se mais morno. A formação forasteira, perante a menor pressão boavisteira (principalmente ameio-campo, onde se concediam alguns espaços), tentavaexplorar o contra-ataque, mas, fora uma desmarcação pela esquerda de um dos seus atacantes que resultou num remate cruzado que, caso tivesse sido bem executado, poderia ter sidoperigoso, os dois centrais, Renato e Jorge Silva, cortavam, com relativa facilidade, todos os esboços de ataque da turma alentejana.
Contudo, na fase final da primeira parte, o Boavista estabilizou as marcações, ganhando maior organização em termostáctico-posicionais, o que lhe permitiu reassumir o comando do jogo. E, aos 43 minutos, aparece o tão merecido golo. Márcio Tarrafa vira bem o jogo para a esquerda, onde Rui Lima tira um bomcruzamento. Fuska não consegue o desvio de cabeça, mas Ivan Santos, sem deixar cair a bola, num difícil gestotécnico, remata sem hipóteses para o guarda-redes d’O Elvas. O intervalo chegava pouco depois.
O segundo tempo começava da mesma forma como terminou o primeiro, com o Boavista mais pressionante e a procurar circular o esférico para descobrir espaços e linhas de passe para zonas mais adiantadas do terreno. No entanto, muitas das iniciativas do Boavista (principalmente pela esquerda, onde Sidnei criava muitosdesequilíbrios) eram anuladas por foras-de-jogo muito mal tirados pelo árbitro-assistente do lado da bancada poente. Um exemplo flagrante foi um lance em que Sidnei, partindo, claramente, de posição regular, surgiu isolado perante o guardião adversário, o que levou à irritação do público presente no estádio.
Aos 55 minutos, Rui Bento trocou o ponta-de-lança, lançado Adriano para o lugar de Fuska. Pouco depois, mais uma grande ocasião para o Boavista: iniciativa de Sidnei pela esquerda, centro para Adriano, o guarda-redes antecipa-se, mas acaba por colocar a bola à mercêde Ivan Santos, cujo remate acaba por ser travado, sobre a linha de golo, pela cabeça de um defensor elvense.
Aos 64 minutos, o mesmo Ivan Santos é rendido por Bruno Monteiro, numasubstituição acompanhada duma alteração táctica. O Boavista passou a jogar em 4-2-3-1, invertendo o triângulo” do sector intermediário (Bruno Monteiro e Pedro Moreira com a tarefa de recuperar a bola e Rui Lima maissolto) – numa tentativa (bem sucedida) de dar mais “músculo” e capacidade de impedir “O Elvas” de gizar lances de ataque - e surgindo Márcio Tarrafa como extremo-direito.
Aos 77 minutos, a lesão de Zâmbia obrigou a uma nova mexida nas “peças” do “tabuleiro” de Rui Bento, com Diogo Fernandes a entrar para as funções de organizador de jogo, Rui Lima a assumir opapel de lateral-esquerdo e Gilberto a passar para a direita. Apesar de jogar, agora, com mais cautelas, o Boavista mantinha-se, aindaassim, como única equipa capaz de chegar ao golo, dado que “O Elvas” apenas recorria à meia-distância para procurarameaçar a baliza à guarda de Sérgio Leite.
O minuto 87, com o cabeceamento vitorioso de Pedro Moreira para o fundo das redes contrárias (após canto na esquerda de Sidnei), marcava o fim de toda e qualquer aspiração da equipa visitante em discutir a passagem à III eliminatória. O golo da tranqulidade tardou, mas acabou mesmo por aparecer.
Em suma, um jogo muito agradável que a equipa do Boavistaproporcionou aos seus adeptos, com o bom futebol prometido por Rui Bento a surgir no relvado do Bessa. Pena, claro, as muitas oportunidades falhadas, que poderiam ter significado um resultado final muito mais robusto.
(in Boavista F.C.)

(Fonte: Correio da Manhã)
O Boavista qualificou-se para a terceira eliminatória da Taça de Portugal e poderá reencontrar na próxima ronda uma equipa da Primeira Liga, depois de ontem ter vencido no Bessa o Elvas, da 3ª Divisão, por 2-0, com golos de Ivan e Pedro Moreira.
Agora na Liga de Honra – na sequência da despromoção ditada pelo processo ‘Apito Final’ – os axadrezados, que até já venceram por cinco vezes a Taça de Portugal (74/75; 75/76; 78/79; 91/92 e 96/97), não sentiram grandes dificuldades para ultrapassar os alentejanos.
No entanto, só quase sobre o apito final confirmaram a supremacia, perante um adversário que procurou resistir ao futebol mais vistoso da equipa capitaneada por Jorge Silva, o único resistente do Boavista que foi campeão nacional em 2001.
Como corolário do melhor futebol, os boavisteiros chegaram à vantagem a um minuto do intervalo, quando Ivan concluiu com um remate de primeira e à meia volta um cruzamento do lado esquerdo.
Um grande golo ovacionado pelos adeptos do Bessa, que voltaram a tranquilizar-se a dois minutos do fim, quando Pedro Moreira concluiu de cabeça um canto de Sidnei. O Boavista segue para a terceira eliminatória.
(in Correio da Manhã)
Assim, esperando-se que a afluência ao estádio origine a total distribuição de bilhetes, aqui fica a informação relativa aos preços nas bilheteiras do estádio, para o público em geral, que não conseguiu um bilhete grátis: 



